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sábado, 20 de novembro de 2010

Shoka Shimputai


Neste ikebana em estilo livre do shoka foi usado o agapanto azul, um indicador de que se trata de um arranjo de primavera e/ou verão -- época em que estas flores originárias da África do Sul florescem na região Sudeste do Brasil.

O marcador de estação é reforçado pelos antúrios. As flores desta planta -- na verdade folhas modificadas -- variam do verde ao vermelho intenso, passando pelo delicado cor-de-rosa aqui usado. Na estação mais quente do ano, elas ficam mais brilhantes e vivas.

Finalmente a folhagem usada, o pândano, dá elagância à composição. Os arranjos respectivamente são de Elza Oguma, Monica Martinez e Elza Baptista, feitos sob orientação da professora Emília Tanaka.




Texto e fotos: Monica Martinez

sábado, 15 de maio de 2010

Shoka Shimputai mistura plantas ocidentais e orientais

A primeira coisa que se tem que ter em mente ao elaborar um arranjo Shoka Shimputai é que ele pode misturar materiais orientais, como o crisântemo, com tropicais, como a bela folhagem do asplênio. "Deve-se pensar num arranjo alegre, aguçado e elegante", lembra Emília Tanaka.

Os arranjos ao lado foram feitos com crisântemo híbrido, uma variedade moderna de cor lilás, asplênio, folhagem de tom verde brilhante, e cravo de intensa cor vermelha.
















De cima para baixo: arranjos de Monica Martinez, Elza Oguma e Elza Baptista.












terça-feira, 9 de março de 2010

A elegância do Shoka com três plantas

Originária da Cochinchina, a bela flor lilás da cúrcuma (Curcuma alismatifolia) foi escolhida para o galho principal (shin).

A folha da areca-bambu (Dypsis lutescens), da ilha de Madagascar, foi selecionada para galho secundário (soe), criando um constrate delicado de forma e cor.

Para finalizar, a astromélia (Alstroemeria hybrida), nativa do Brasil, como tai, o galho que serve como porta de entrada para admirar o arranjo.

Arranjo e foto: Monica Martinez

Orientação: Emília Tanaka

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Shoka Shofutai Ishu-ikê de agapantos

No vaso alto feito pelo ceramista Kojima, o agapanto (Agapanthus africanus) se torna ainda mais delgado e elegante.

A flor, originária da África do Sul, floresce na primavera-verão. Sua inflorescência é alta, ereta e duradoura.

O shoka shofutai ishu-ike emprega apenas um elemento. Neste caso, as folhas do agapanto, laminosas e carnudas, estavam bonitas e puderam ser aproveitadas. Seis delas formam os ashirais (complementos) e a sétima, bem ao fundo à esquerda, o soe (galho secundário do arranjo).

Foto e ikebana: Monica Martinez

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Shoka Shofutai Nishu-ikê de crisântemos


O Shoka Shofutai Nishuike pede o uso de dois materiais.
Neste arranjo, a beleza está na combinação delicada de dois tipos de crisântemos (Chrysanthemum morifloium).
Com o primeiro, maior e branco, foram feitos o galho principal (shin) e seus complementos (ushiro ashirai e mae ashirai), além do galho secundário (soe) e de parte do tai (taishin).
Já os crisântemos menores, amarelos e delicados, postados na frente do arranjo, acolhem quem o está apreciando (tani e taisaki).
Arranjo e foto: Monica Martinez

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Shoka Shofutai Ishu-ikê

Esse arranjo é um clássico Shoka Shofutai Ishu-ike.
Ele é feito com apenas um material, no caso a palma-de-santa-rita (Gladiolus hortulanus).
Trata-se de uma escolha perfeita. A planta, originária da África, Ásia e Mediterrâneo, é longelínea (atinge até 90 cm), naturalmente flexível e tem duas fileiras de flores, que são de longa duração. Para manter vivo o arranjo basta remover as inflorescências velhas.
Além das belas flores, a palma-de-santa-rita ainda ostenta folhas em formato de lâminas que enriquecem o conjunto.
Ikebana e foto: Monica Martinez

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Shoka Shofutai Nishu-ikê


O arranjo clássico Shoka Shofutai Nishuike é feito com duas plantas diferentes. No caso, a altiva taboa (Typha domingensis) e o delicado lisianto (Eustoma grandiflorum).
Repare o mizugiwa, espaço de mais ou menos um punho que separa a linha da água do início do arranjo. Ele deve ser bem clean para emprestar elegância ao conjunto.
Ikebana: Emília Tanaka
Foto: Monica Martinez

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Shoka, clássico e elegante

O estilo Shoka foi criado em 1750. "Na época, no Japão, começou-se a fazer um nicho na sala principal de 20cm de altura acima do tatami, com profundidade de 60cm. Nele, a família guardava uma imagem de Buda, um candelabro, um incensário e completava com uma ikebana", explica a professora Emília Tanaka, presidente da Associação de Ikebana Kado Ikenobo Tatibana da América Latina.

O Shoka Shofutai, ou estilo clássico, já era uma simplificação do Rikka, o elaborado arranjo de ikebana original praticado por monges em templos budistas.

Na foto, um Shoka Shofutai Ishu-ikê (ishu quer dizer um e ikê, material). Logo, ele é feito com um único tipo de planta, no caso a ave-do-paraíso (Strelitzia reginae Ailton).

Originária da África do Sul, a estrelítzia tem belas folhas e flores muito duráveis, que emprestam vigor e beleza ao arranjo.

Ikebana e foto: Monica Martinez