Mostrando postagens com marcador Rikka. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rikka. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Rikka Shimputai de primavera

O arbusto japonês Utsugi (Deutzia crenata) tem delicadas e perfumadas flores brancas, que são o ponto central do arranjo (shu). Os antúrios brancos (Anthurium andraeanum) fazem a transição suave para o elemento secundário (yo), os antúrios vermelhos.

O lisianto roxo (Eustoma grandiflorum), originário dos Estados Unidos, atua como shoshin, o elemento central e ereto da composição. Já a elegante folha de aspidista (Aspidistra elatior), nativa da China, à direita, é um nagashi, elemento que dá estabilidade ao arranjo.

Ao centro, os belíssimos copos-de-leite de cor marrom (Zantedeschia) funcionam como maeoki, elemento que ancora a ikebana. Para compensar o arranjo à esquerda, a beleza da everest, florzinha branca sem perfume, no lugar de hikae.

Foto e arranjo: Monica Martinez
Orientação: Emília Tanaka

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Rikka shimputai de inverno

Nesta Rikka Shimputai, a beleza fica por conta da etrelítzia ou ave-do-paraíso (Strelitzia reginae), o elemento principal deste arranjo (shu). Seu complemento perfeito, as folhas de aspidistra (Aspidistra elatior), não lhe roubam a primazia. Enquanto a gérbera (Gerbera jamesonni) dá um toque colorido à composição, a flor-de-pêssego, delicadamente, marca a estação invernal.

Fotos e ikebana: Monica Martinez
Orientação: Emília Tanaka

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O significado simbólico do Ikebana 2




Neste estudo dos elementos, o galho principal (shin) simboliza as montanhas mais altas.


Este arranjo é um Rikka clássico, Shofutai, chamado Sugushin porque possui o shin reto.


Arranjo e foto: Monica Martinez
Orientação: Emília Tanaka
Vaso: Hélio Tanaka




In this study of the elements, the main branch (shin) symbolizes the highest mountains.

This arrangement is a classic Rikka Shofutai Sugushin because it has the right shin.

Ikebana and photo: Monica Martinez
Advisor: Emilia Tanaka
Vase: Helio Tanaka

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O significado simbólico da Ikebana 1

No estilo Rikka Shofutai, cada galho é colocado de tal forma a sugerir uma imagem. Preste atenção no primeiro galho que aparece à direita, de baixo para cima. Em japonês, ele se chama Nagashi e evoca um riozinho que corre docemente pelo vale, em busca do oceano representado pela água do vaso.

Este arranjo é um Rikka Shofutai (clássico) Sugushin, pois tem o shin reto (aqui representado pelas duas flores roxas altas).

Arranjo e foto: Monica Martinez
Orientação: Emília Tanaka, Associação de Ikebana Kado Ikenobo Tatibana da América Latina.
Vaso: Helio Tanaka.

Shofutai Rikka style: each branch is placed in such a way as to suggest an image. Pay attention to the first branch that appears to the right, bottom to top. In Japanese it is called Nagashi. It evokes a stream that flows gently through the valley in search of the ocean represented by the water of the vase.

This arrangement is called Rikka Shofutai (classical) Sugushin as it has the right shin (represented here by the two tall purple flowers).

Ikebana and foto: Monica Martinez
Supervision: Emília Tanaka, Associação de Ikebana Kado Ikenobo Tatibana da América Latina.
Vase: Helio Tanaka.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A importância dos complementos

Neste arranjo clássico, o destaque fica por conta dos complementos (ashirais). Note a flor-de-ervilha, cujo delicado tom roxo dá vida à parte frontal da composição.

In this classic arrangement, the emphasis is on account of additional elements (ashirais). Note the flower of pea, whose delicate purple shade gives life to the front part of this ikebana.

Arranjo: Elza Oguma
Orientação: Emília Tanaka
Foto: Monica Martinez

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Estilo clássico, galho principal duplo


O que diferencia este rikka? O shin (galho principal) duplo. Note que há um crisântemo -- um clássico entre as flores orientais -- e o delicadomelindre , que são o eixo do arranjo.

Arranjo: Monica Martinez
Orientação: Emília e Hélio Tanana
Foto: Monica Martinez

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O outono em um Rikka clássico

Neste Rikka Shofutai, as cores do outono estão presentes no crisântemo (soshin) e na folhagem (do). A escolha correta do vaso garante a estabilidade necessária ao arranjo.

In this Rikka Shofutai , chrysanthemum and foliage symbolize autumn. The correct choice of the vase provides the necessary stability to the arrangement.







Foto e arranjo: Monica Martinez
Orientação: Emília e Hélio Tanaka

terça-feira, 17 de maio de 2011

Os bastidores de um arranjo

Muito da beleza da Ikebana Ikenobo não está no que os olhos vêem, mas no que é invisível aos olhos. Neste arranjo em estilo clássico (Rikka Shofutai), por exemplo, praticamente todas as plantas foram aramadas para ficarem na posição exata. Observe o mizuguiwa, a linha reta que fica entre a linha da água e o arranjo propriamente dito.

Much of the beauty of Ikebana Ikenobo is not what the eyes see, but what is invisible to the eye. In this arrangement in the Rikka Shofutai classical style, for example, almost all plants were wired to stand in the exact position. Note the mizuguiwa, the straight line that lies between the waterline and the arrangement itself.

Arranjo, texto e foto: Monica Martinez

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A chave para decifrar o estilo Rikka



Uma das questões mais apaixonantes do estudo do estilo Rikka é que não se trata apenas de um mero arranjo. Por meio de galhos, folhas e flores, há uma paisagem simbolizada: uma montanha como a da figura acima.



Para ser bem-sucedido nesta estilização de formas é preciso muita atenção à estrutura do arranjo, como pode ser observado na figura ao lado.







O esforço, contudo, vale a pena. Basta olhar para o arranjo abaixo, feito por Emília Tanaka:

domingo, 27 de março de 2011

O Rikka moderno


Em 1999, o atual grão-mestre da escola Ikenobô, Sen'ei Ikenobo, desenvolveu um novo estilo de Rikka, chamado Shimputai ou moderno.

O novo estilo não tem regras tão rígidas quanto o Rikka clássico, permitindo a expressão da criatividade individual. Isso porque sua base são apenas dois galhos principais:

Shu: galho principal, em geral o mais expressivo do arranjo.
Yo: o galho secundário, que deve complementar o arranjo sem roubar a beleza do Shu.

Em seguida, finaliza-se o arranjo, colocando-se os ashirais (complementos). Não se deve esquecer também de cuidar do mizuguiwa , isto é, da linha que une o arranjo à água. Não há número determinado de elementos complementares no Rikka shimputai, mas é preciso lembrar que menos é sempre mais em Ikebana Ikenobo.



Nestes arranjos, respectivamente de Monica Martinez, Elza Oguma e Elza Baptista, os elementos shu são representados pela dália e pela helicônia. As fotografias são de Elza Oguma.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Rikka




Os belos arranjos de Rikka feitos na aula passada por Mariko, Elza Oguma e Elza Baptista.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Rikka shofutai, um clássico moderno



O estilo tradicional Rikka é um arranjo muito elaborado, podendo levar horas para ser executado.

No final do século 19, início de 1900, foi desenvolvido o estilo Rikka Shofutai, que era mais fácil de ser feito e, portanto, ensinado.

Ele consiste de nove elementos (yakueda): shin, shoshin, soe, uke, nagashi, mikoshi, hikae, do e maeoki), além de complementos (ashirais).

Quem entende sua linguagem visualiza uma paisagem bem definida, formada por meio dos elementos que saem de pontos precisos (de).

Texto: Monica Martinez
Arranjo: Sen'ei Ikenobo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Rikka, o estilo clássico

Segundo a Japan Encyclopedia, o estilo Rikka foi codificado em 1462 pelo grão-mestre Sengyo Ikenobo, durante o período Muromachi (1338–1573). Ele é a base da ikebana, sobre a qual evoluíram todos os outros estilos.

É desta época a composição básica de um arranjo Rikka clássico, que consiste em sete partes principais (shin, soshin (ou shin-kakushi, soe, soe-uke, mikoshi, nagashi e maeoki).

No final do século 16, os mestres Senko I e, no século 17, Senko II, completaram o estilo, que hoje pode conter até nove elementos (shin, shoshin, soe, uke, nagashi, mikoshi, hikae, do e maeoki), além de complementos (ashirais).

O vaso adequado para este estilo em geral tem de 20 a 30 cm de altura, devendo ser aberto no topo. Os ramos devem elevar-se eretos do centro do kenzan, como se fossem um único galho.

Segundo o site da Ikenobo Society of Floral Art, organização japonesa com sede em Quioto que congrega os praticantes de Ikebana Ikenobo, há pinturas mostrando o estilo Rikka feito por Senko II no templo de Manshuin, nas bibliotecas de Yomei-bunko e do Ikenobo Headquarters, em Quioto, e no Museu Nacional de Tóquio.

Ainda hoje, o estilo Rikka é o mais sofisticado da escola de Ikebana Ikenobo.

Rikka shofutai, um clássico moderno

O estilo tradicional Rikka é um arranjo muito elaborado, podendo levar horas para ser executado.
No final do século 19, início de 1900, foi desenvolvido o estilo Rikka Shofutai, que era mais fácil de ser feito e, portanto, ensinado.

Ele consiste de nove elementos (yakueda): shin, shoshin, soe, uke, nagashi, mikoshi, hikae, do e maeoki), além de complementos (ashirais).
Quem entende sua linguagem visualiza uma paisagem bem definida, formada por meio dos elementos que saem de pontos precisos (de).

Rikka shimputai, inovador e contemporâneo



A partir do fato de que nosso estilo de vida está passando por grandes mudanças, em 1999 o atual grão-mestre da escola Ikenobo, Sen'ei Ikenobo, idealizou um formato estilizado de rikka, que chamou de shimputai.

Mais simples de ser realizado, o Rikka Shimputai tem dois elementos básicos: o galho principal (shu) e o complementar (yo).

A ele podem ser acrescidos complementos (ashirais), se necessário:

Shoshin : cria um elemento central no arranjo.
Nagashi: imprime estabilidade à composição.
Maeoki:funciona como uma âncora, dando beleza ao trabalho.
Hikae: equilibra a ikebana.

No caso do Rikka Shimputai, mais importante do que seguir regras é o desenho, a concepção do arranjo, que é bastante individual. O arranjo deve criar harmonia no contexto do estilo de vida contemporânea.

Fontes:
Ikenobo Ikebana Floral Art.


FRÉDÉRIC, Louis. Japan Encyclopedia. Cambridge: Harvard University Press, 2005, p. 755. Acesso em: 17 jan 2011.

Monica Martinez
Foto: Primeiro arranjo: Senko Ikenobo II, Rikka-zu, número 59.
Segundo e terceiro arranjos: Sen'ei Ikenobo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Rikka Shimputai com flores da primavera




O que faz com que as flores fiquem exatamente no lugar mais harmônico numa composição de rikka? O segredo tem nome: arames. As flores são meticulosamente fixadas na posição desejada graças a arames colocados de forma elaborada. Na foto, arranjos de Monica Martinez e Elza Oguma.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mais rikkha shimputai






Ao lado, mais um exemplo de Rikka Shimputai feito com ocuroleuca, flor de alho, liseants e estrelítzia. Arranjos de Elza Baptista, Monica Martinez, Mariko e Elza Oguma.

sábado, 2 de outubro de 2010

Um ode à primavera

A ocuroleuca (Iris ochroleuca), que transmite ideia de crescimento, flores pequenas de antúrio vermelho (Anthurium andraeanum) e as florzinhas roxas da cáspia (Limonium latifolium)e da lavanda-do-mar (Limonium sinuatum)compõem as ikebanas em estilo Rikka Shimputai feitas por Monica Martinez e Elza Baptista, sob orientação de Emília Tanaka.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Rikka Shimputai: um clássico moderno


Todos estilos atuais derivam do clássico Rikka Shofutai, desenvolvido no final do século 16 e início do 17 pelos grão-mestres Senko I e Senko II. Trata-se de uma tentativa de criar uma miniatura da natureza num arranjo composto por 7 a 9 galhos principais, mais 15 galhos complementares.

Quinhentos anos depois, o próprio estilo ganhou um novo formato: o Rikka Shimputai ou estilo moderno, desenvolvido em 1999 pelo grão-mestre atual, Sen'ei Ikenobo, com o objetivo de harmonizar este estilo complexo com a vida contemporânea.



Para planejar um rikka shimputai é preciso partir de uma concepção simbólica. Os arranjos desta página celebram a primavera, uma vez que foram feitos no dia 23 de setembro -- data de entrada da estação no hemisfério sul. Usam como elemento principal, portanto, a ocuroleuca (Iris ochroleuca), que transmite poderosa ideia de crescimento. O segundo galho principal é feito com o antúrio. O conjunto é completado com o belo tom roxo das florzinhas miúdas da cáspia (Limonium latifolium). Finalmente, uma folha marrom de fórmio à frente no centro dá equilíbrio à composição. Arranjos feitos respectivamene por Monica Martinez, Mariko e Elza Baptista, sob orientação de Emília Tanaka.