sábado, 15 de maio de 2010

Shoka Shimputai mistura plantas ocidentais e orientais

A primeira coisa que se tem que ter em mente ao elaborar um arranjo Shoka Shimputai é que ele pode misturar materiais orientais, como o crisântemo, com tropicais, como a bela folhagem do asplênio. "Deve-se pensar num arranjo alegre, aguçado e elegante", lembra Emília Tanaka.

Os arranjos ao lado foram feitos com crisântemo híbrido, uma variedade moderna de cor lilás, asplênio, folhagem de tom verde brilhante, e cravo de intensa cor vermelha.
















De cima para baixo: arranjos de Monica Martinez, Elza Oguma e Elza Baptista.












O significado de Ikebana



Vídeo com Emília Tanaka, explicando o significado da arte floral japonesa.

terça-feira, 16 de março de 2010

Jiyuka, o estilo livre


O estilo livre da escola ikenobo está para a ikebana como a bossa nova está para a música popular brasileira.
A princípio, a composição parece ser a mais fácil de fazer. Ele é aparentemente leve, livre e solta, afinal não há regras, daí justamente ser chamada estilo livre.
Mas qualquer pessoa que aprecia música sabe que há muito planejamento e pensamento por trás das composições supostamente descontraídas de Tom Jobim e outros do período.
No estilo livre acontece o mesmo. Neste arranjo, por exemplo, a preocupação é precisamente que o arranjo não tenha referências que remetam aos outros estilos, como o rikka, o shoka e o moribana.
Para conseguir este efeito, há uma mistura bastante eclética de flores, combinando o amarelo intenso dos girassóis (Helianthus annuus), planta originária da América Tropical, com sua cor complementar, o roxo do lisianto (Eustoma grandiflorum), esta nativa dos Estados Unidos.
O acabamento do arranjo é dado pela grande folha verde da jibóia (Epipremnun pinnatum), pois neste estilo é fundamental vedar a visão do kenzan, o suporte de metal onde ficam fixadas as plantas.
A flor branca do antúrio (Anthurium andraeanum Linden), planta originária da Colômbia) passa quase desapercebido, porém é fundamental para iluminar o núcleo central da composição.
Finalmente, a sassanqua (Camelia Sassanqua), com suas folhas arredondadas de um verde intenso, dá profundidade ao arranjo.
Foto e ikebana: Monica Martinez
Orientação: Emília Tanaka

terça-feira, 9 de março de 2010

A elegância do Shoka com três plantas

Originária da Cochinchina, a bela flor lilás da cúrcuma (Curcuma alismatifolia) foi escolhida para o galho principal (shin).

A folha da areca-bambu (Dypsis lutescens), da ilha de Madagascar, foi selecionada para galho secundário (soe), criando um constrate delicado de forma e cor.

Para finalizar, a astromélia (Alstroemeria hybrida), nativa do Brasil, como tai, o galho que serve como porta de entrada para admirar o arranjo.

Arranjo e foto: Monica Martinez

Orientação: Emília Tanaka

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um quarto de século



















Dois arranjos feitos por participantes da exposição anual em comemoração aos 25 anos de fundação da Associação Ikebana Kado Ikenobo da América Latina. A mostra foi realizada nos dias 2 a 4 de outubro de 2009 no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo. O segundo, estilo Rikka feito pela presidente da Associação, Emília Tanaka.


O primeiro, estilo Shoka Shofutai Ishuikê feito por Monica Martinez. Este segundo arranjo é feito com um único material, no caso a ave-do-paraíso (Strelitzia reginae Ailton).
Fotos: Monica Martinez














































































































sábado, 21 de novembro de 2009

Arranjo livre de girassóis


O girassol (Helianthus laetiflorus) é o ponto focal deste arranjo em estilo livre (Jiyuka). O caule da flor de alho (Allium sativum), sinuoso, empresta leveza à composição. Finalmente, a cheflera (Schefflera sp.) cria uma massa verde na base do arranjo, escondendo o kenzan.
Arranjo: Adenir Perini
Foto: Monica Martinez

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Shoka Shofutai Ishu-ikê de agapantos

No vaso alto feito pelo ceramista Kojima, o agapanto (Agapanthus africanus) se torna ainda mais delgado e elegante.

A flor, originária da África do Sul, floresce na primavera-verão. Sua inflorescência é alta, ereta e duradoura.

O shoka shofutai ishu-ike emprega apenas um elemento. Neste caso, as folhas do agapanto, laminosas e carnudas, estavam bonitas e puderam ser aproveitadas. Seis delas formam os ashirais (complementos) e a sétima, bem ao fundo à esquerda, o soe (galho secundário do arranjo).

Foto e ikebana: Monica Martinez