Texto e fotos: Monica Martinez
Espaço dedicado à prática e reflexão da mais tradicional escola clássica de arranjo floral japonês. Space dedicated to the practice and reflection of the classical school of Japanese flower arrangement
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Livres e leves
Texto e fotos: Monica Martinez
Rikka Shimputai com flores da primavera
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Mais rikkha shimputai
Os dois princípios da ikebana
1) Espírito de Harmonia: os japoneses são, por tradição, grandes apreciadores da natureza, que está em constante mutação por conta das estações. Dentre as várias flores disponíveis atualmente, busca-se uma que ajude a expressar a beleza da outra, no sentido de unir uma flor sem folhas com uma espécie dotada de bela folhagem. Além disso, não se faz um arranjo somente com flores abertas, uma vez que ele não teria um marcador de tempo. O botão, por exemplo, significa futuro. É a união dos dois elementos -- flor aberta e botão -- que indica o espírito da harmonia.
2) Beleza do Espaço: se há dois elementos, é preciso adicionar um terceiro -- no caso, o espaço. É esse uso do "vazio" que tão bem caracteriza a arte da ikebana.
Texto: Monica Martinez
sábado, 2 de outubro de 2010
Um ode à primavera
A ocuroleuca (Iris ochroleuca), que transmite ideia de crescimento, flores pequenas de antúrio vermelho (Anthurium andraeanum) e as florzinhas roxas da cáspia (Limonium latifolium)e da lavanda-do-mar (Limonium sinuatum)compõem as ikebanas em estilo Rikka Shimputai feitas por Monica Martinez e Elza Baptista, sob orientação de Emília Tanaka.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Rikka Shimputai: um clássico moderno
Todos estilos atuais derivam do clássico Rikka Shofutai, desenvolvido no final do século 16 e início do 17 pelos grão-mestres Senko I e Senko II. Trata-se de uma tentativa de criar uma miniatura da natureza num arranjo composto por 7 a 9 galhos principais, mais 15 galhos complementares.
Quinhentos anos depois, o próprio estilo ganhou um novo formato: o Rikka Shimputai ou estilo moderno, desenvolvido em 1999 pelo grão-mestre atual, Sen'ei Ikenobo, com o objetivo de harmonizar este estilo complexo com a vida contemporânea.
Para planejar um rikka shimputai é preciso partir de uma concepção simbólica. Os arranjos desta página celebram a primavera, uma vez que foram feitos no dia 23 de setembro -- data de entrada da estação no hemisfério sul. Usam como elemento principal, portanto, a ocuroleuca (Iris ochroleuca), que transmite poderosa ideia de crescimento. O segundo galho principal é feito com o antúrio. O conjunto é completado com o belo tom roxo das florzinhas miúdas da cáspia (Limonium latifolium). Finalmente, uma folha marrom de fórmio à frente no centro dá equilíbrio à composição. Arranjos feitos respectivamene por Monica Martinez, Mariko e Elza Baptista, sob orientação de Emília Tanaka.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
A criatividade do estilo livre
No estilo livre, o desafio é não se prender às regras dos demais estilos. Em outras palavras, quem entende a linguagem da ikebana clássica não pode associar o arranjo ao shoka nem ao rikha.
Acima, a orquídea é o ponto focal do arranjo, que parece estar sendo suavemente tocado por uma brisa que vem do lado esquerdo. As belas folhagens verde-amareladas do geto dão estabilidade à composição, que conta ainda com uma dracena (Dracaena reflexa, nativa de Madagascar, Índia e Ilha Maurício). O mosquitinho branco (Gypsophila paniculata L.) e o vime unnha-de-gato dão leveza à composição. Arranjo Monica Martinez.
À direita, as mesmas plantas dão origem a arranjos bem diferentes e originais. Ambos usam também a orquídea chuva-de-ouro (Ondidium varicosum, nativa do Brasil). Arranjos: Elza Oguma e Elza Baptista, respectivamente.
Orientação: Emília Tanaka.
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